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Em 10 de setembro de 2021 - às 9:00

Sem vida, emprego, renda e comida no prato não há independência

Ano que vem fará 200 anos da Independência do Brasil. Mas quem está livre? Ora, faz muito tempo que o trabalhador não sofria tanto. Tem o risco da morte pela covid ou de fome pelo desemprego e alta inflação que corrói o salário de quem trabalha, a exemplo dos gráficos. “Está na hora de toda classe trabalhadora saber que não terá liberdade enquanto não se luta contra um governo que mal permite o povo sobreviver”, disse Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE, no 27º Grito dos Excluídos

Ao invés de liberdade ou qualidade de vida para os brasileiros, cada dia mais a maioria da população tem feito de tudo só para sobreviver. Muitos podem ter esquecido, mas houve um tempo que nem sempre foi assim. O fato é que tudo piorou depois da destruição dos direitos trabalhistas em 2017 e da aposentadoria em 2019 – ano marcado também pela extinção do Ministério do Trabalho logo após a eleição presidencial de Bolsonaro. A pandemia veio em 2020. Faltou vacina. Quase 600 mil morreram. Caiu o emprego e o salário. O governo aprofundou o caos. A inflação cresceu. E hoje já falta comida no prato até de quem trabalha. Imaginem os desempregados.

 

“Portanto, de que e para quem o Brasil está independente. Pior, de qual liberdade uma multidão de seguidores de Bolsonaro forma pedir nas ruas. Não vi ninguém defender mais emprego, renda, vacina no braço e comida no prato dos trabalhadores e desempregados. Não seja ingênuo. Passou da hora dos trabalhadores saberem que não terá liberdade enquanto não se luta contra governo que mal permite o povo sobreviver, disse Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE, durante o 27º Grito dos Excluídos nesta terça-feira (7 de Setembro), realizado na capital pernambucana.

 

O sindicalista entende que antes da independência não só dos brasileiros mais abastados, é preciso que o povo tenha autonomia para poder viver. Para isto, primeiro, é preciso que a própria população eleja governantes onde defendam para que todos (não só os empresários) possam voltar a botar a comida na mesa de volta através dos seus empregos e salários.

 

“Independência começa por quem pode cobrar o feijão, arroz e o quilo de carne. Pode pagar pelo gás de cozinha, botar gasolina e pagar a conta de luz. Pode trabalhar e andar pela rua sem ter medo de morrer de covid. Pode voltar a ter emprego com todos os direitos, condições de trabalho e melhores salários. Pode voltar a sonhar com a aposentadoria. E que possa voltar a ter orgulho de ser brasileiro e ter um presidente que volte a incluir pobre no orçamento do Brasil”, realça Iraquitan. E isso pode/deve ser feito nas eleições presidenciais de 2022 – ano em que o país comemorará 200 anos de Independência. E que seja mesmo! O Sindgraf garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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