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Em 29 de abril de 2019 - às 10:47

Sindgraf convida gráficos para no Derby defenderem aposentadoria

Em defesa da aposentadoria e mais direitos atacados por Bolsonaro, mas também pela garantia do emprego e as condições de trabalho, defendidas há 133 anos pelos mártires de Chicago/EUA, a classe trabalhadora está convocada para protestar neste feriado de 1º de Maio, na Praça do Derby

Nesta quarta-feira (1º), dia em que o mundo celebra o Dia do Trabalhador, os gráficos – profissionais que estiveram entre os operários assassinados há 133 anos por liderarem nos EUA o movimento que reduziu a jornada laboral e garantiu melhores salários e condições de trabalho – devem se somar ao conjunto da classe trabalhadora para protestar contra a tentativa de políticos aliados de Bolsonaro acabarem com o direito à aposentadoria do trabalhador. Se aprovada a reforma da Previdência, o gráfico perderá até a sua aposentadoria especial, mas também PIS, FGTS e muito mais.

 

Contra este e outros vários males em curso no Brasil na era Bolsonaro, inclusive o ataque do governo à organização sindical os trabalhadores, o Sindicato dos Gráficos (Sindgraf-PE) convoca a categoria para o protesto unificado de toda classe trabalhadora na Praça do Derby, a partir das 9h.

 

“Não basta reclamar dos eleitores (enganados ou não) de Bolsonaro. Hoje está tudo claro. Em quatro meses de governo, só arrocha a política contra trabalhadores e a economia brasileira. Só ataca direitos trabalhistas e não cria ação de retomada da produção e do consumo no país. Por isso cresce o desemprego e a miséria do povo, com a volta da fome, moradia na rua e criminalidade, enquanto uma pequena elite ganha tudo do governo”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf, convocado todos para o Derby.

 

Portanto, esse 133º aniversário do 1º de Maio deve ser uma data para a classe trabalhadora resgatar o legado de luta para evitar com que as elites destruam o pouco que resta de nossos direitos, como a aposentadoria e a Previdência Social, fundamental inclusive para manter o Sistema Único de Saúde. Apenas a luta pode evitar este momento global de retrocessos no Brasil e no mundo, diante de um capitalismo ainda mais selvagem, já que está centrado só no mercado financeiro e não mais na área produtiva. Assim, cresce a extrema-direita com o fascismo para impor desigualdade.

 

No Brasil, tal cenário inicia a partir do golpe na presidente Dilma em 2016. Na sequência, em 2017, Temer e seus políticos aliados aprovam a nova lei trabalhista para destruir a CLT e retirar uma centena de direitos. Pouco tempo depois, em 2018, já com evidência da interferência e interesse do capital internacional (leia-se EUA), interferindo no judiciário e na eleição, prende-se Lula, mesmo sem provas e ritos judiciários anormais, para ele não disputar o pleito – ano em que Bolsonaro é eleito, com financiamento do empresariado nacional e do mercado internacional, inclusive com as fábricas de fakeNews. E, em 2019, o golpe já é sobre sua aposentadoria.

 

“Só a classe trabalhadora unida e unificada, a começar neste 1º de Maio, pode reverter todo esse caos praticado por Bolsonaro e seus investidores do mercado financeiro e empresariado (do capitalismo muito selvagem) em apenas quatro de meses de governo. O que sobrará depois de quatro anos para os trabalhadores? A fim de evitar a destruição dos empregos, salários, condições de trabalho e direitos, inclusive da aposentadoria, nós convocados todos os gráficos e demais profissionais para o ato unificado de todas as centrais sindicais nesta quarta-feira (1º), na Praça do Derby, a partir da 9h. Agora é nós!”, reforça a convocatória Iraquitan do Sindgraf.

 

 

 

 

 

 

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