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Em 23 de setembro de 2019 - às 7:47

Sindgraf inicia luta pela garantia e ampliação da LEI DO GRÁFICO na Cepe e nos jornais

Sindicato negocia hoje na Cepe. Amanhã estará com o JC, Diário e Folha

Nesta segunda-feira (23), começa a negociação direta dos gráficos com os patrões em defesa da LEI DO GRÁFICO e do reajuste salarial. Hoje, às 9h, os trabalhadores da Companhia Editorial (Cepe), representados pelo Sindicato da categoria (Sindgraf-PE), buscarão renovar e elevar seus direitos através de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No local, por exemplo, todos os profissionais têm plano de saúde e vale-refeição, além do vale-compra que lutarão para dobrar de valor. Já as negociações dos gráficos do JC, DiárioPE e da FolhaPE, começarão amanhã às 11h.

 

O Sindicato estará frente a frente com os representantes dos três jornais, empresas que já garantem plano de saúde e/ou vale-alimentação, exceto a FolhaPE, mas evitam incluí-los na LEI DO GRÁFICO deste setor. A luta dos gráficos dos jornais, portanto, será uniformizar esses direitos a todos e garantir que passe a ser um direito de modo a evitar sua retirada ao bel-prazer da empresa ou de qualquer um que venha a comprar algum jornal.

 

“Portanto, para quem já tem plano de saúde e/ou vale-refeição, nossa luta será para que ambos direitos passem a serem dados e que tenham a segurança de serem mantidos, evitando que a empresa queira retirá-los depois. Para quem não tem nenhum desses benefícios, a luta será para que passem a tê-los como direitos dentro da LEI DO GRÁFICO”, diz Iraquitan da Silva, que é presidente do Sindgraf.

 

Hoje o plano de saúde e o vale-refeição são dados pelo JC. O Diário dá só o convênio médico. A Folha não dá nada. Assim, a luta é para garantir ambos os direitos a quem não os têm. E ainda dar segurança a todos para que os benefícios não sejam retirados pelo jornal que hoje ainda dispõe. Isso só ocorre se tais benefícios foram incluídos como direitos na LEI DO GRÁFICO, através da nova Convenção Coletiva de Trabalho nos jornais.

 

Contudo, a luta será também pela manutenção de todos os direitos pré-existentes na LEI DOS GRÁFICOS. Nos jornais, por exemplo, apesar da validade da nova CLT, foi preciso os gráficos quase iniciarem uma greve anteriormente, sob liderança do Sindgraf, para que o patronal mantivesse todos os direitos. Por isso que as horas-extras continuam sendo pagas e que a estabilidade do emprego de profissionais em vias de aposentadoria continua mantida, como também a homologação no sindicato da rescisão contratual do trabalho, evitando prejuízos nos direitos dos trabalhadores.

 

Na Cepe, por sua vez, além da luta para avançar em direitos, como dobrar de R$ 200 para R$ 400 o valor mensal do vale-compras, direito ainda não garantido nos jornais, os trabalhadores reivindicarão a redução de jornada para 40 horas semanais. A Campanha salarial dos Gráficos da companhia será também pela manutenção da sua LEI DO GRÁFICO, esta que reduz o desconto salarial do vale-transporte, que garante um 14º salário e que paga uma bolsa escola para os filhos dos trabalhadores e outros direitos.

 

“Mais luta igual a mais direitos; menos luta igual a nenhum direito”, realça Iraquitan, convidando a categoria, seja dos jornais ou da Cepe para a luta. Nas demais gráficas pernambucanas, ainda não foi definida a data exata da negociação entre o Sindgraf-PE e o sindicato patronal. A reivindicação também prioriza a valorização do profissional e do próprio setor industrial.

 

Para isso, a pauta principal é a criação de um plano de cargos e salários onde beneficie o empregado e a empresa, pois sistematiza o pagamento com base na função e outros critérios técnicos, regulamentando o setor. Isso evita concorrência desleal entre gráficas frente ao custo de produção baseado na variação aleatória da sua folha de pagamento. Hoje já há na LEI DO GRÁFICO das gráficas convencionais o piso por função para o impressor offset quatro cores. É preciso definir para as demais funções.

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