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Em 9 de junho de 2017 - às 8:22

Sindgraf-PE alerta e os gráficos do país aderirão à greve geral dia 30

Federações e sindicatos gráficos, vinculados a Conatig, tiram resolução de adesão total na greve contra as reformas do temer e eleições diretas

Nesta quarta-feira (7), na capital paulista, antes da posse oficial dos novos dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores Gráficos (Conatig), inclusive de Iraquitan da Silva e de Lidiane Araújo, ambos do Sindicato da categoria em PE (Sindgraf), o presidente da entidade dos gráficos pernambucanos fez questão de analisar o cenário de retrocesso no Brasil sobre os direitos sociais e trabalhistas com as políticas do atual governo Temer, diferente do que ocorria nos períodos governados pelo PT (Lula e Dilma). Ele alertou para a sintonia do atual governo com o padrão ultraneoliberal (o que retira dos pobres para dar aos ricos – o que retira dos trabalhadores para dar aos patrões), a exemplo da reforma trabalhista, que avança no Senado, apesar de Temer estar sendo indiciado pelo STF por crimes, para atacar mais de 100 direitos da CLT, isolar o sindicato da categoria e afastar os trabalhadores da Justiça.

 

Neste contexto, Iraquitan alertou aos sindicalistas gráficos brasileiros para a necessidade da adesão da greve geral, como este movimento paredista sendo a última oportunidade de barrar tais reformas do Temer. Mas também para a classe trabalhadora reivindicar a saída do Temer e sobretudo para exigir eleições gerais diretas, a fim do povo escolher seu novo presidente, bem como novos congressistas em defesa dos direitos.

 

Na sequência da fala, o gráfico pernambucano solicitou que fosse feita uma votação na Conatig para definir uma resolução aprovando a adesão à greve geral, bem como a orientação para todos os sindicatos (STIGs) dos gráficos brasileiros assumirem o compromisso de organizarem junto à classe nas suas bases a plena realização do movimento paredista no próximo dia 30. Todos os sindicalistas foram favoráveis. “A greve será feita pois não aceitamos o desmonte dos nossos direitos. Não aceitamos a permanência do Temer e os políticos que defendem, descaradamente, o fim do direito para prejudicar os trabalhadores, estes que os elegeram. Nossa greve é pela retirada das reformas e por eleições gerais e diretas. Não aceitaremos eleições indiretas”, pontuou Iraquitan.

 

Além do mais, o dirigente lembrou que os atuais sindicalistas e operários gráficos têm a obrigação moral de honrar os direitos da CLT existentes em função da luta dos gráficos e demais categorias no passado do país. “Herdamos, até hoje, nossos direitos trabalhistas e sindicais contidos na CLT oriundos da luta do gráfico com a greve de 7 de Fevereiro em 1923, liderado por João da Costa Pimenta – este que fundou depois o Partido Comunista no Brasil (PCB), pois tinha um lado e clareza da sua classe e pela qual deveria lutar. Logo, precisamos fazer nossa greve no dia 30, para honrar esse legado dos gráficos”, finalizou emocionado Iraquitan.

[+ Informe Diário]

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