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Em 22 de março de 2021 - às 9:36

Sindgraf-PE atua pela renda e direitos para todos os gráficos. Empresas que diferenciam

Enquanto a estrutura empresarial paga salário com valores desiguais aos gráficos no mesmo local do trabalho, levando em conta várias questões, o Sindicato garante direitos iguais para todos e padroniza pisos salariais. Não segrega ninguém. Mas, a depender do grau de organização sindical do próprio gráfico junto do sindicato, esta força política de sindicalizados dar as condições para luta e conquistas distintas gráfica por gráfica, como na CopyShop, com quase 100% de associados, tem até vale-alimentação. Já na Liceu, com poucos filiados, não é pago nem a hora-extra obrigatória

A pandemia tem mostrado para muitos trabalhadores que não existe patrão bonzinho. O que existe é uma relação de capital e trabalho, ou seja, quem tem a gráfica manda e mantém o empregado se tiver clientes e demanda. Nesta lógica, enquanto se tem serviço, a empresa faz de tudo para tirar o maior lucro possível. Tem empresa que até sonega direitos para ter mais. A desigualdade estrutural, por sua vez, faz parte da razão empresarial. O salário, por exemplo, não é igual para todos e sobram motivos para isso. Se não fosse o sindicato, seria ainda pior. Os direitos e pisos salariais só são padronizados devido à luta organizada do trabalhador sindicalizado. Ainda assim, empresas tentam sonegar, sendo combatidas pelo sindicato.

 

O Sindgraf-PE, por sinal, mesmo nesta crise da pandemia, renovou a Lei dos Gráficos, que é o conjunto de direitos acima da CLT e pisos salariais bem superiores ao salário mínimo nacional para toda categoria no Estado, sem discriminar nem mesmo os trabalhadores não sindicalizados. A luta tem sido diária inclusive para que todas as empresas cumpram esta regra.

 

“Defendemos a todos de forma igual, ou seja, coletiva, porque se fosse o contrário seríamos uma entidade patronal e não de trabalhadores. Afinal, é a estrutura empresarial que fragmenta e caracteriza as diferenciações. Por sinal, esta desestruturalização do mercado de trabalho é que estimula a queda da renda e direito”, diz Iraquitan da Silva, presidente do sindicato.  

 

O sindicato não vacila neste quesito: não tem subclasses, mas uma só categoria de gráficos. “Defendemos a unidade e organização deles todos em torno do Sindgraf para fortalecer a luta pela vida, emprego e renda na pandemia e depois dela”, diz. Mas o trabalhador tem liberdade para decidir se quer participar dessa luta coletiva ou aceitar a fragmentação imposta pelo patrão. Entretanto, é o grau de sindicalizado por empresa que demonstra a consciência do gráfico nesse respeito, bem como os resultados práticos.

 

O Sindgraf faz a luta por salário e direitos coletivos. Mas, normalmente só há melhorias onde há um elevado nível de sindicalização por gráfica. Onde tem pouco, como na Liceu, por exemplo, a empresa sonega até seu dever de pagar a hora-extra, contrariando a conquista sindical na Lei do Gráfico. Já na CopyShop, com quase 100% de sócios, paga até vale-alimentação mesmo sem estar na referida lei, além do cumprimento de todos os direitos. O Sindgraf garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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