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Em 21 de dezembro de 2022 - às 4:38

Sindgraf-PE consegue aposentadoria especial para gráfico e defende que Lula traga direito de volta para toda a categoria

Desde novembro de 2019, quando Bolsonaro dificultou as regras da Previdência, os gráficos expostos a substâncias químicas e/ou ruídos prejudiciais à saúde não conseguem mais a sua aposentadoria especial. A esperança é de que Lula possa agir para revisar e retornar tais direitos a partir do ano novo, com a revisão da reforma previdenciária. Enquanto isso não ocorre, o que vai depender sobretudo do apoio total da classe trabalhadora, o Sindgraf-PE tem feito de tudo pela categoria. Já conseguiu evitar agora que um gráfico da Unica tivesse de trabalhar mais 16 anos, e ainda evitou que vinhesse a obter só 60% do valor da aposentadoria que acaba de obter via Justiça através da ação sindical, evitando os efeitos da reforma Previdenciária de Bolsonaro. O Sindgraf garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE

O gráfico Eronildo dos Santos, que trabalha na Unica (Olinda/PE) desde 1994, é um exemplo atual da luta do Sindgraf pela aposentadoria especial da categoria. No último mês, depois dele ver este seu direito negado pelo INSS em todo o governo Bolsonaro, o Sindgraf-PE conseguiu modificar a situação na Justiça Federal e obteve a garantia do direito então retirado pela lei previdenciária de Bolsonaro.

 

Antes da reforma entrar em vigor, faltava quatro meses para Eronildo completar 25 anos de trabalho sob o efeito de ruído prejudicial à saúde e se aposentar no modelo especial. Sem ter completado esse tempo, a nova lei o obrigava a trabalhar mais 16 anos para se aposentar e receber 40% a menos do valor total. Assim, o Sindgraf lembrou dos quatro meses em que o gráfico esteve no auxílio-doença acidentário em 2002 e pediu ao juiz para validar tal período como tempo de trabalho especial e assim completaria os 25 anos necessários até antes da reforma de Bolsonaro, e somente assim lhe garantiria ao direito da aposentadoria especial. Eronildo receberá até por cada mês que o INSS negou tal direito, ou seja, por quase todo o governo Bolsonaro.

 

“Fizemos de tudo. Alertamos que Bolsonaro destruiria direitos, como na área trabalhista e previdenciária. Destruiu aposentadoria especial dos gráficos a partir de 11 de novembro de 2019 para quem ainda não havia completado os 25 anos de trabalho insalubre. Por isso, convocamos a categoria para votar em Lula, e vencemos na esperança de que volte todos direitos. Enquanto 2023 não chega e Lula não assume, atuamos para os gráficos barrarem ou reduzirem os impactos da reforma”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. Seja mais um sócio. Sindicalize-se!

 

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