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Em 4 de dezembro de 2017 - às 4:50

Sindgraf denuncia multinacional Bemis em evento internacional

Unidade em Pernambuco, instalada em 2016, imprime um milhão de embalagens por mês, podendo ampliar. Mas, ainda assim, tem fugido do enquadramento da área gráfica mesmo com 16 grandes impressoras

De ontem até amanhã, o interesse dos atuais 230 gráficos da unidade da Bemis, instalada no Complexo Industrial de Suape em Pernambuco, será ressaltado na Colômbia durante seminário que reúne as lideranças sindicais do setor gráfico e de embalagens de todas Américas, inclusive da América do Norte, continente onde a matriz da Bemis está instalada em Wisconsin (EUA). Ela possui 61 unidades pelo mundo e 13 fábricas no Brasil, sendo a líder do mercado global de embalagens impressas.

 

Na unidade pernambucana, os trabalhadores tem rodado mensalmente um milhão de embalagens de clientes como a Unilever, Bunge, BRF, M. Dias Branco, tendo ainda máquinas ociosas. “Embora tamanha pujança, os funcionários ainda não são reconhecidos como gráficos, recebendo direitos e remunerações precários, mesmo após notificação do sindicato da classe (Sindgraf-PE) sobre o enquadramento há quase cinco meses”, denunciará para o mundo Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato, durante o Seminário das Multinacionais da UNI Gráficos e Embalagens das Américas. O evento está sendo realizado em Medelín na Colômbia.

 

A unidade da Bemis em Pernambuco é a mais nova aquisição do grupo no Brasil. Iniciou as atividades ainda no ano passado, mas desrespeita o devido enquadramento sindical dos gráficos e a representação sindical da classe. “Outra multinacional tentou fazer isso aqui no estado antes. A Quebecor tentou, mas não teve êxito, denunciamos o caso ao mundo, recebendo total solidariedade do sindicato UNI Global, denunciando a situação aos acionistas direto no Canadá e realizando até forte greve”, relembra Iraquitan. A Bemis no Brasil inclusive já foi condenada pelas instâncias superiores da Justiça, tendo que reconhecer os seus gráficos como tais, como na unidade do ABC Paulista. No país, ela emprega 5,5 mil trabalhadores e tem 13 fábricas em SP, RN, MT, MS, PR e em PE.

 

“Paciência tem limites. Ainda mais quando se tenta sonegar os direitos dos gráficos de serem gráficos em relação sua categoria e as garantias”, realça Iraquitan. O dirigente, que tem o apoio também da Confederação Nacional da classe (Conatig) – entidade que atuou inclusive no caso do enquadramento da unidade da Bemis no ABC Paulista e que atuou na greve da antiga Quebecor em Pernambuco -, reclama que aguarda uma resposta da empresa desde setembro, conforme sinalizou gestores da Bemis um mês após a notificação extrajudicial sobre tal enquadramento.

[+ Informe Diário]

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