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Em 7 de dezembro de 2020 - às 7:52

Sindgraf-PE faz governo pagar diferença do BEm de gráfico da Plasticor

Diferente do que disse inicialmente um escritório contábil para a Plasticor de que não procedia a queixa de um gráfico com contrato suspenso sobre o pagamento com valor menor do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (BEm), que é pago pelo governo federal com base na regra do Seguro-Desemprego, o Sindgraf não só provou o contrário, como, com a ajuda de fiscais federais e da própria empresa, começou a garantir o pagamento da diferença dos meses pagos com valores menores

Termina neste mês a autorização dada pelo governo federal às empresas para reduzirem ou suspenderem o trabalho dos gráficos devido à covid-19.  Puderam reduzir ou suspender por até seis meses. Em contrapartida, o governo teria de pagar aos trabalhadores até R$ 1.813,03 todo mês através do BEm, baseado nos dados repassados pela empresa. O valor é definido pelas regras do Seguro-Desemprego. É calculado com base na média dos três últimos salários do trabalhador. No caso do gráfico com o contrato de trabalho suspenso, como o operador de máquina Elionildo Silva, da Plasticor no Recife, tem direito a 100% do valor do seguro. Todo trabalhador com o seu contrato suspenso só não tem esse mesmo direito de receber 100% do valor do seguro quando sua empresa paga 30% do salário – condição obrigatória para toda gráfica que faturou mais de R$ 4,8 milhões no ano de 2019.  

No caso de Elionildo, o seu BEm mensal foi de R$ 1.363. Esse valor é equivalente a 100% do seguro-desemprego que teve direito a receber, calculado com base na média de seus três últimos salários, informados ao governo federal pela Plasticor. Porém, este valor só foi pago nos dois primeiros meses da sua suspensão contratual em maio e junho, sendo menor nos demais meses em que a gráfica manteve tal suspensão.

 

O trabalhador chegou a consultar a gráfica pela redução do BEm. Mas, segundo ele, o escritório contábil contratado da empresa disse que tudo estava certo, mesmo havendo o erro. O caso foi parar no Sindgraf-PE. A entidade entrou no caso para descobrir o responsável pela falha e fazer com que tudo fosse devidamente pago para o gráfico, como já começou.

 

As parcelas do BEm dos meses de setembro e outubro foram pagas com valor de R$ 1.045. Mas, após o Sindgraf acionar a Superintendência Regional do Trabalho em Pernambuco no último mês, onde a Plasticor foi convocada a prestar esclarecimentos e buscar uma solução conjunta, o gráfico conseguiu receber um complemento do pagamento de R$ 530 no começo desse mês. A empresa até tinha feito um recurso antes para o governo, mas o pedido somente foi aceito após a solicitação realizada pela Superintendência”, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf.   

 

A pedido do sindicato, um novo recurso já foi feito pela Superintendência para garantir um complemento agora em relação à parcela do BEm de novembro, que também veio com o valor menor de R$ 1.045. No aplicativo do governo que o gráfico acompanha o pagamento e o resultado dos recursos, já foi informado que terá complemento. O valor, por sua vez, ainda não foi revelado. Não se sabe, porém, se a falha se repetirá também no BEm de dezembro. O sindicato, por sua vez, adianta que o mesmo processo será feito para evitar com que o gráfico fique no prejuízo, não importa se a falha seja da empresa ou do governo. Terá de pagar tudo!

 

Como o valor do BEm se baseia nas regras do Seguro-desemprego a partir da média dos três últimos salários, é bom o gráfico saber calcular para não perder. Vamos a regra: Os salários até R$ 1.599,61, deve-se multiplicar o salário médio por 0,8; salário de R$ 1.599,62 a R$ 2.666,29, o que exceder R$ 1.599,61 será multiplicado por 0,5 e somado depois a R$ 1.279,69. Salário acima de R$ 2.666,29, será de R$ 1.813,03. “Se mais algum gráfico da Plasticor ou de outra empresa teve problema no seu BEm, procure logo o sindicato. O Sindgraf garante luta. O Gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE”, convoca Iraquitan.

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