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Em 28 de abril de 2021 - às 10:02

Sindgraf-PE garante luta e conquista lei que reduz impacto sobre os gráficos

Com a chegada do Dia do Trabalhador, data marcada pela combatividade histórica da classe trabalhadora em defesa da sua vida, emprego e renda, o Sindgraf-PE, que acaba de completar 87 anos de muita luta, faz questão de apresentar algumas lutas sindicais da categoria nos últimos 10 anos, a fim de mostrar que só a luta faz a lei, apesar das incertezas atuais pela pandemia e pelo desgoverno sobre a saúde e a economia. Viva a classe trabalhadora. O Sindgraf-PE garante a luta. O gráfico garante o sindicato. A primeira história volta ao ano de 2017, quando a categoria conseguiu criar sua própria lei, através das cláusulas de barreiras da CCT, reduzindo os efeitos da lei da reforma trabalhista, esta que vem dizimando com tudo

É inegável até mesmo para o mais otimista que a situação para a classe trabalhadora está bastante complicada frente à pandemia, desemprego e ao negacionismo científico e ultraneoliberalismo econômico do governo federal de plantão. Antes disso, porém, mais exatamente em 2017, com a radical transformação da legislação trabalhista que privilegia o direito do empresariado em desfavor ao do trabalhador e sua organização sindical, como não se via desde a década de 1930, período em que foi criado o Sindgraf-PE contra tamanha exploração naquela época e que voltou nos dias atuais, tais desafios têm sido colocados para o trabalhador moderno. Basta verificar os efeitos da lei da reforma trabalhista sobre a vida social.  

 

Em seu artigo recente intitulado “Reforma Trabalhista e Sindicato”, Marcio Pochmann descreve com precisão o impacto substancial dessa nova lei sobre a atuação sindical e sobre os direitos da classe trabalhadora diante do enfraquecimento do ramo do direito do trabalho e fortalecimento do direito comercial no tratamento das relações de trabalho no Brasil. Para o estudioso, posição que o Sindgraf concorda e até vislumbrava parte das consequências no ano da aprovação desta lei, em 2017, por isso organizou a categoria para a luta pela inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) das cláusulas de barreiras a esta reforma de Temer, apoiadas e ampliadas por Bolsonaro, o Brasil vive hoje um “retorno à realidade vivida pela classe trabalhadora antes da Revolução de 1930, quando a questão social era tratada como caso de polícia. É uma volta ao primitivismo da sociedade agrária da época”. Afinal, como se pode ver, não por acaso, valoriza-se tanto o agronegócio em detrimento da indústria.

 

A história, portanto, mostra que o Sindgraf-PE, liderado por Iraquitan da Silva, acertou quando já vislumbrava tamanho mal e partiu para a organização da categoria para enfrentar de cabeça erguida os patrões, mesmo frente ao caos econômico no governo Temer e o desemprego. Isso ajudou para evitar um mal maior nos últimos três anos sobre a vida, emprego e renda dos gráficos.

 

À época, ainda setembro de 2017, só faltando dois meses para a reforma trabalhista entrar em vigor, o sindicato apostou politicamente que era “preciso lutar pela criação de cláusulas que barrasse os efeitos da reforma contra a lei dos gráficos (CCT). Sabiam que, sem isso, a classe estaria ganhando menos agora do que o piso salarial, que não receberiam em dinheiro pela hora-extra e que não teria mais o seu sindicato fazendo a homologação da rescisão contratual, ocasião quando o patrão diz quanto você recebe.

 

“São alguns exemplos do que a luta foi capaz de evitar contra os gráficos. “Só a luta faz a lei, sobretudo com pandemia e com Bolsonaro”, destaca Iraquitan. Na próxima matéria, a dirigente antecipa que o Sindgraf-PE vai abordar sobre outro episódio histórico da luta da categoria nos últimos 10 anos, para marcar as comemorações dos 87 anos do Sindicato e o Dia do Trabalhador, neste sábado (1º). A história contada será sobre a luta do gráfico pernambucano, liderada pelo Sindgraf-PE, em 2014, ano quando garantiu a categoria conquistou o ganho real no salário mesmo diante da inflação de dois dígitos, por meio das cruzadas – paralisações múltiplas nas gráficas, instrumento de luta conhecido e temido pelas gráficas de PE

 

Viva os gráficos!

Salve os mártires de Chicago, de onde originou o Dia do Trabalhador!

Salve a luta da classe trabalhadora!

[+ Informe Diário]

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