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Em 15 de março de 2019 - às 7:39

Sindicato convoca gráfico aposentado para defender seus direitos

Ameaça ao pagamento futuro das aposentadorias em função da reforma da Previdência de Bolsonaro demanda reação dos gráficos aposentados

Neste sábado (16), às 9h, o Departamento dos Gráficos Aposentados do Sindicato da categoria (Sindgraf-PE) convoca todos os trabalhadores já aposentados, mesmo aqueles que continuam na ativa, para conhecerem e planejarem a reação da classe contra a reforma de Bolsonaro que põem em risco o pagamento futuro do benefício diante da mudança do regime previdenciário. A opção da troca do regime solidário para a capitalização está contida na reforma e isso ameaçará a continuidade do pagamento da aposentadoria no futuro. E põe em risco porque, segundo a proposta, os gráficos da ativa serão responsáveis por fazer a poupança de parte do salário para sua própria previdência, deixando o regime solidário, onde os trabalhadores ativos bancam o pagamento da aposentadoria dos inativos.

 

Não para aí as maldades da reforma de Bolsonaro com os já aposentados das indústrias gráficas e demais atividades econômicas, mesmo depois de anos de trabalho e de terem bancado a aposentadoria dos mais velhos, sendo justo agora não sofrerem qualquer tipo de ameaça no recebimento de suas aposentadorias e/ou pensões. Pela proposta do governo, haverá um corte pela metade no valor das pensões. Portanto, as esposas e filhos dos gráficos aposentados podem ter grande prejuízo após sua morte. Só se a viúva ou viúvo tiver filhos de menores, o valor cresce 10% por filho/a.

 

Além disso, também perderá o gráfico que hoje recebe sua aposentadoria e também ganha a pensão da esposa falecida. A lei atual permite que seja acumulado tais direitos previdenciários, já que quando estavam na ativa ambos contribuíram para garanti-los. Mas Bolsonaro não acha isto justo. Sua reforma vai restringe essa possibilidade e reduzir o valor do benefício.

 

Também serão penalizados os gráficos idosos que não conseguirem se aposentar por tempo de contribuição ou na modalidade especial, mas que recebem um salário mínimo do Benefício de Prestação Continuada (BPC) diante da falta de renda para sobreviver e de não conseguirem mais laborar. Pela reforma da Previdência, o BPC não será mais liberado com 65 anos. Subirá para 70 anos. E, mesmo assim, pode rebaixar o valor para R$ 400.

 

Os gráficos aposentados que ainda laboram também serão prejudicados. “Com o pretexto desta absurda reforma previdenciária, Bolsonaro decidiu atacar direitos trabalhistas”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. A proposta permitirá a empresa deixar de recolher o FGTS do empregado aposentado e não pagar a multa de 40% do FGTS quando ele é demitido.

[+ Informe Diário]

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