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Em 13 de maio de 2019 - às 8:45

SpeedMais recua do ataque à organização sindical de seus gráficos

Gráfica se recusava a coletar as contribuições dos gráficos ao sindicato. Apesar da Speed voltar atrás, ela e a Fast, únicas gráficas em PE com tal postura ilegal, terão de se explicarem a auditores federais pela ação

Nesta quarta-feira (15), a gráfica SpeedMais, localizada na zona Sul do Recife, terá de prestar esclarecimentos a auditores federais por conta do ataque à organização sindical dos trabalhadores ao ter se recusando a fazer o desconto das mensalidades de gráficos ao sindicato e repassá-las à entidade da classe (Sindgraf-PE). A convocatória foi a pedido do órgão da categoria após receber a queixa dos empregados impedidos de terem o desconto na folha salarial. A empresa contrariava não só a opção dos funcionários, mas a posição do seu sindicato patronal firmada em negociação coletiva (CCT) com o Sindgraf-PE na campanha salarial.

 

A SpeedMais e a Fast foram as únicas gráficas do estado denunciadas por este ataque à CCT e podem ter prejuízo financeiro alto. É só lembrar que por igual ataque o Tribunal Regional do Trabalho (TRT2º) condenou há poucos dias diversas gráficas a pagarem multa diária de R$ 200 mil.

 

Temendo o mesmo fim, antes até do encontro com auditores, a Speed recuou da afronta à CCT e comunicou ao Sindgraf o retorno do desconto das contribuições associativos dos gráficos. E o repasse dos valores à entidade da classe para que possa manter a luta em defesa dos direitos e do salário dos trabalhadores. “Um e-mail do Recursos Humanos da empresa já nos informou que garantirá o respeito integral da convenção da classe no tema”, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

Na conversa com os auditores federais, o Sindgraf também participará. E adianta que vai apresentar levantamento se ainda houver algum mês pendente, em especial de março em diante. Neste período entrou em vigor uma medida provisória de Bolsonaro com várias irregularidades e desconhecimento sobre o assunto, a exemplo do seu desconhecimento não só em economia, mas também sobre a CLT (lei geral do trabalho), a qual passou por mudanças com a reforma trabalhista, elevando o poder da  negociada convenção coletiva de trabalho (CCT) sobre a legislação. Portanto, jamais uma medida e ainda inconstitucional podia ser seguida.

 

Em Pernambuco, no entanto, ainda teve três empresas do setor que se iludirem em seguir tal desconhecimento de Bolsonaro. Foram as gráficas SpeedMais e Fast e o jornal Folha de PE. Mas, agora, o RH da maioria dessas empresas já nos comunicou que voltou atrás da falha. Com isso, evitarão consequências ruins, como sofreram gráficas julgadas pelo TRT

[+ Informe Diário]

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