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Em 21 de maio de 2021 - às 11:00

Impressor gráfico terá perda na renda mensal superior a 20%, mesmo com BEm

Ao invés de garantir a renda do gráfico na pandemia, Bolsonaro não só permitiu a suspensão do seu trabalho pelo 2º ano seguido, como também isentou a maioria das gráficas de pagar 30% do seu salário, o que poderia reduzir o impacto do baixo benefício do governo chamado de BEm. Assim, a redução salarial fica bem maior. Os impressores de offset multicolor que ganham o piso da função em PE (R$ 2.261,87) e trabalham em empresas que faturaram até R$ 4,8 milhões em 2020, por exemplo, só receberão R$ 1.636,06 por mês, ou seja, uma queda de R$ 424,31 cada mês enquanto durar a suspensão

O Sindgraf/Dieese, baseada nos efeitos da medida governamental (MP 1.045/21), apresentará nesta última matéria especial sobre a temática a perda salarial do gráfico impressor offset quatro cores ou mais por conta da suspensão contratual do trabalho. Bolsonaro repetiu a dose amarga sobre os gráficos neste 2º ano de pandemia. Manteve sua artimanha de que a maioria das gráficas ficarão de fora da obrigação de pagar 30% do salário da classe para amenizar impactos da liberação da suspensão do contrato. O governo fez isto quando decidiu isentar as micro e pequenas empresas de novo, mesmo estas representando 97% de todas as gráficas do Brasil. Obrigou só as maiores com o faturamento acima de R$ 4,8 mi.

 

Por conta da manobra, a maioria dos impressores gráficos que ganham piso salarial para esta função em PE terá uma grande queda na renda durante todos os meses em que o contrato de trabalho estiver suspenso. O Dieese fez o levantamento da perda. A diminuição será de 20,59%. Isso representa menos R$ 424,31 mensal. Assim, reduz o piso salarial de R$ 2.261,87 para R$ 1.636,06, mesmo incluso o benefício do BEm.

 

O prejuízo também é alto, embora menor, para aqueles impressores de médias e grandes gráficas com faturamento superior a R$ 4,8 milhões em 2020. O Dieese aponta para uma queda de 11,48% sobre o piso. Vai receber R$ 236,57 a menos todos os meses. Essa queda salarial é bem maior até mesmo que a já altíssima inflação anual, que está em 7,59%, índice este que tem corroído o poder de compra da classe trabalhadora.

 

Portanto, o gráfico, nesta condição, mesmo recebendo 30% do salário (R$ 678,56), totalizará só R$ 1.823,80 ao invés do piso de R$ 2.261,87, já que a parcela mensal do BEm somente chega a R$ 1,145,24. “FORA BOLSONARO EM DEFESA DA VIDA, EMPREGO E VIDA DO TRABALHADOR” realça Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. O sindicato garante luta. O gráfico garante o Sindgraf.  SINDICALIZE-SE!

 

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