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Em 16 de abril de 2021 - às 9:36

Vacina para a partir de 60 anos não reduz risco da classe trabalhadora

Apesar da indústria ser colocada como atividade essencial na pandemia, conforme decreto de Bolsonaro há um ano, mantendo a produção e o lucro das empresas, o governo não tem rapidez quando o assunto é a compra de vacina para a proteção dos trabalhadores. O risco de morte pela covid cresce. Não à toa que Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE, com 60 anos, idade como a de milhares de gráficos, continuam sem ser imunizados. Com a chegada de mais vacinas em PE até há a promessa de vaciná-los. Mas, a maioria dos trabalhadores, na faixa de 18 aos 59 anos, continua em risco de morte frente à política de genocídio em curso no Brasil. Vacina para todos já! Fora Bolsonaro!

O gráfico está bem vulnerável diante do plano de vacinação atual pela falta de vacinas porque elas não foram compradas pelo governo federal em tempo. Em Pernambuco, por conta disso, os 5 mil trabalhadores nas 280 gráficas ativas correm sério risco diário de morrer indo ao trabalho. A maior parte deles se concentra no Recife e cidades vizinhas. O risco continua mesmo depois de Bolsonaro prometer 500 milhões de doses, quantidade suficiente para imunizar toda a população do país. Porque, na prática, ainda não se tem doses nem para quem tem 60 anos, a exemplo de Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. O sindicalista continua arriscando a sua vida no atendimento diário da categoria em prol da vida, emprego e da renda de todos. Ele é todos a partir de 60 anos continuam em risco, mesmo depois de um recente anúncio do governador sobre a chegada de mais 255 mil doses ao estado. Em Recife, por exemplo, a idade permitida para vacina ainda é só a partir de 62 anos.  Até agora, o único município com 60 anos é Paulista. 

 

O governo estadual garante que a vacina para esta idade ocorrerá em todo o estado muito breve e rápido.  Por isso, ontem mesmo, Iraquitan já se cadastrou no Conecta Recife, plataforma digital responsável pelo plano vacinal na capital. Mas, por enquanto, muita gente, assim como ele, recebe a resposta de que estão cadastrados e tão logo chegue a sua vez, serão avisados através de e-mail ou por SMS o dia da vacina contra a covid-19, e evitar a morte. 

 

Se a fala do governador acontecer mesmo, Iraquitan e outros gráficos e profissionais de todas as categorias com idade a partir de 60 anos poderão respirar aliviados. O problema maior, por sua vez continua, com a falta de vacinas para a maioria da classe trabalhadora, de 18 a 59 anos, mesmo gerando a riqueza de terceiros em troca de um baixo salário e ameaçando a sua vida. E não é drama. Dados do governo de PE revelam que o grupo entre 20 e 39 anos teve um acréscimo de 197% nas internações em UTIs para tratamento da covid, enquanto os que têm entre 40 e 59 anos respondem por um aumento de 205%. 

 

“Esses números contra a classe trabalhadora devem se repetir por todo o Brasil. Não por acaso são, em média, três mil mortes por dia só pela covid no Brasil. O nome disso é genocídio. No papel, Bolsonaro fala em 500 milhões de doses, mas na prática não há. Isso não tem outro nome, senão genocídio”, diz Iraquitan.

 

A falta de vacina é só uma de dez provas que o governo é genocida. Bom lembrar que o então ministro de Saúde à época recusou oferta da Pfizer, feita em agosto de 2020, para adquirir 70 milhões de doses. Em outubro, mandou o ministério cancelar a compra de doses da Coronavac. Além disso, Bolsonaro deve ser chamado de genocida por outras razões: subestimou a pandemia de propósito; atacou as estratégias para conter o vírus; sabotou o auxílio emergencial; tirou verba da Saúde no pior momento; investiu em remédios que não funcionam; demitiu ministros que sabem de medicina; atentou contra a vida de profissionais de saúde e pacientes; negou ajuda a indígenas e quilombolas; e tentou esconder os dados. Fora Bolsonaro. Vacina já para todos. O Sindgraf-PE garante luta. O gráfico garante o sindicato. FILIE-SE!

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