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Em 6 de julho de 2018 - às 8:07

WR Gráfica assina carteiras de trabalho após cobrança sindical

Nesta quinta-feira (5), um dias após a WR Gráfica Editora ter participado pela 2ª vez este ano da cobrança do Sindicato da classe (Sindgraf-PE) no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) devido a falta de registro na carteira de trabalho de vários profissionais, a empresa precisou realizar e comprovar a formalização do emprego deles todos. Como o patrão só havia comprovado antes o registro de três destes empregados, e ainda assim com datas de admissão erradas, a empresa teve que comparecer ontem pela 3ª vez no MTE, à pedido do sindicato, para fazer/mostrar o registro ainda pendente dos demais gráficos, onde um deles tinha sido demitido em maio sem o pagamento do aviso prévio e verbas rescisórias e sem assinatura da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).

 

“Não vamos tolerar o desrespeito aos direitos dos trabalhadores gráficos por esta empresa ou qualquer outra que queiram destruí-los, agindo fora da lei ou usando como desculpa a atrasada nova lei do trabalho”, frisou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf, presente em todas reuniões no MTE com a WR. A CTPS de um dos gráficos, ora contratado desde março de 2017, foi apresentada no último encontro sem o registro obrigatório, sendo assinada só ontem no MTE após a cobrança sindical, garantido o justo registro com o exato período de admissão e demissão.

 

A WR também será fiscalizada pelo Ministério para conferir se foram pagas todas as verbas rescisórias, como férias e 13º, deste trabalhador. A Sindgraf-PE, por sua vez, já entrou com uma ação judicial em defesa do trabalhador demitido para que seja pago todos direitos negados até o agora. “Garantimos o devido registro na CPTS, mas estamos correndo atrás agora das suas verbas rescisórias e demais direitos”, diz Iraquitan.

 

A empresa ainda precisou apresentar a carteira de trabalho dos demais gráficos que continuam trabalhando. E comprovou inclusive a correção na data de admissão de três dos quatro empregados, visto que havia um grave erro no registro. “A WR marcou como os funcionários começaram em 1º de julho deste ano, quando, na verdade, a maioria já laboravam no local há cerca de quatro anos”, conta Iraquitan. Assim, coibindo este absurdo, o Sindgraf garantiu que o respectivo período fosse colocado na CTPS dos empregados e apresentados ontem durante reunião no MTE.

 

Continua sendo obrigatória a assinatura da carteira de trabalho mesmo depois de muitos políticos pernambucanos apoiarem Temer para mudar a lei do trabalho contra os direitos dos trabalhadores. “Os gráficos não podem se calar se a empresa não assinar a CTPS. Denuncie aqui para nós do Sindgraf-PE. O sigilo é garantido”, conta Iraquitan. O sindicalista também oriente a classe para não votar nestes políticos que aprovaram a nova lei do trabalho para destruir um conjunto de direitos, a exemplo do senador Armando Monteiro (PTB) e o deputado Mendoncinha (DEM).

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